Aviso de Privacidade do ACS Remote

Versão 1.0 — 01/09/2026

1. Quem trata os seus dados

O ACS Remote é um programa de acesso remoto. Ele deixa uma pessoa ver e controlar outro computador pela internet.

Quem responde pelos dados depende de onde o serviço roda:

Os dados dos itens 4 e 5 ficam na máquina do cliente nos dois casos. Quem responde por eles é sempre o dono da máquina.

2. O princípio: o servidor não vê a sessão

O servidor de sinalização existe para dois computadores se acharem. Ele casa os dois lados, entrega os endereços de rede e sai da frente.

O servidor não vê a tela, o teclado, o mouse, os arquivos transferidos, a área de transferência nem o chat. Esse conteúdo vai cifrado direto de uma ponta à outra. Nem a ACS, nem quem opera o servidor, nem quem invadisse o servidor consegue ler o que aconteceu dentro de uma sessão.

O que o servidor sabe é quem falou com quem, quando e de onde. Isso é dado pessoal, e é o assunto do item 3.

3. Dados tratados no servidor

3.1 Conta de acesso

DadoPara quê
E-mailIdentifica o login.
NomeAparece nos relatórios, para o gestor saber quem acessou o quê.
Organização e papel (gestor, técnico)Define o que a pessoa pode ver e fazer.
SenhaAutentica.

A senha nunca é guardada. O que fica gravado é um hash Argon2id — um resultado de mão única, do qual não se volta para a senha. Ela não é gravada, não entra em log e não é devolvida por nenhuma consulta.

O token que mantém você logado vale 8 horas sem uso e também é guardado só como hash.

Base legal: execução do contrato. Sem conta não há como usar o serviço.

3.2 Máquinas cadastradas

O ID de 9 dígitos da máquina, o nome que o gestor deu a ela ("PC da recepção"), quem a cadastrou e a última vez que ela apareceu online.

Base legal: execução do contrato.

3.3 Registro de sessões

Toda sessão concluída vira uma linha:

Serve para o gestor da empresa responder "quem entrou nessa máquina, quando, e de onde?" — e para detectarmos abuso. Nada do conteúdo da sessão entra aqui. É uma lista de chamadas, não uma escuta.

Prazo: 180 dias no serviço hospedado pela ACS. Depois disso a linha é apagada por uma faxina automática que roda quando o servidor sobe e depois uma vez por dia.

Uma precisão que preferimos dizer: esse prazo é uma configuração do servidor, não um padrão do programa. Quem hospeda o próprio servidor precisa defini-lo — sem essa configuração, o registro fica guardado por tempo indeterminado.

Base legal: legítimo interesse (segurança da operação e auditoria de quem acessou o quê) e execução do contrato, na parte em que o relatório é uma entrega ao cliente.

3.4 Trilha de auditoria do painel

Registra as ações administrativas: entrada e saída, tentativa de login recusada, criação e desativação de usuários, troca e redefinição de senha, mudança de políticas, emissão de chaves. Guarda quem fez, de qual organização, o endereço IP e quando.

A senha tentada não é registrada — nem o tamanho dela. Os eventos são encadeados por hash: apagar ou alterar um do meio quebra a corrente e fica visível.

Prazo: 365 dias. É maior que o das sessões de propósito: "quem mudou o quê" é uma pergunta que aparece meses depois.

Base legal: legítimo interesse (segurança).

3.5 Medição de uso

Para separar uso pessoal de uso profissional, o servidor calcula, sobre os últimos 30 dias, quantas máquinas distintas a conta acessou e quanto tempo somou. Guarda também quantos avisos já foram mostrados. O cálculo usa o registro de sessões que já existe — não há coleta extra.

Base legal: legítimo interesse (cobrança correta pelo uso comercial do produto) e execução do contrato.

3.6 Registros técnicos do servidor

O servidor grava log operacional (erros, conexões recusadas, limites de taxa atingidos), que pode conter endereço IP. Serve para manter o serviço de pé e investigar incidente. É mantido apenas pelo tempo necessário a isso.

Base legal: legítimo interesse.

4. O que fica só na máquina do cliente

Estes dados nunca chegam ao nosso servidor. Ficam no disco de quem instalou o programa, e quem responde por eles é o dono da máquina.

No Windows, a pasta é C:\ProgramData\acstecnologia\acsremote (dado da máquina) e a pasta de dados do usuário (histórico). No Linux e no macOS, as pastas equivalentes do perfil do usuário.

O quêOndeConteúdo
Histórico de acessosacessos.jsonlQuem entrou nesta máquina, quando, por quanto tempo. A tela mostra os 20 mais recentes.
Histórico de chatchat/<ID>.jsonlAs mensagens trocadas, um arquivo por interlocutor.
Trilha local da sessãoauditoria.jsonlO que o outro lado fez: conectou, visualizou, controlou, transferiu arquivo (nome, tamanho e direção), usou a área de transferência (tipo e tamanho, nunca o conteúdo).
Catálogocatalogo.jsonOs computadores que você salvou para acessar de novo.
Credenciaisconta.json, chave, credencial_nao_assistida.jsonGuardadas como hash quando são senha.

Estes arquivos não têm prazo de expurgo. Eles crescem enquanto o produto for usado. Apagá-los é decisão de quem é dono da máquina — o programa não os apaga sozinho.

5. Gravação de sessão

O produto pode gravar em vídeo as sessões atendidas por uma máquina. É uma opção desligada por padrão, ligada na tela de preferências pelo dono da máquina acessada. Os arquivos ficam na pasta Vídeos/acsremote do usuário (ou na pasta de downloads, quando não há "Vídeos"), um arquivo por sessão.

  1. A gravação é só de vídeo. Não há som.
  2. O vídeo nunca sai da máquina. Ele não é enviado para o nosso servidor.
  3. Enquanto uma sessão gravada está em curso, o programa avisa na tela da máquina acessada, dizendo que está gravando, onde os arquivos ficam e por quanto tempo.
  4. As gravações são apagadas automaticamente depois de 30 dias. A faxina roda quando uma sessão começa e só remove os arquivos que o próprio programa gravou.
  5. Ainda assim, quem liga essa opção assume o dever de avisar quem usa aquele computador — o aviso na tela alcança quem está olhando para ela naquele momento, não quem usa a máquina em outro turno.

6. Acesso sem alguém para autorizar

Por padrão, entrar numa máquina exige duas coisas: a senha e alguém clicando "aceitar" naquela máquina.

Existe o modo não assistido (senha fixa, sem ninguém para aprovar), usado para servidores e para acessar o próprio computador de longe. Ele nunca é o padrão, exige senha de no mínimo 12 caracteres e precisa ser ligado de propósito por quem tem controle da máquina.

7. Com quem os dados são compartilhados

Nós não vendemos dado nenhum, não fazemos publicidade e não temos telemetria de comportamento.

Há dois compartilhamentos reais:

  1. Provedor de hospedagem do servidor. O servidor roda numa infraestrutura contratada. O provedor tem acesso físico à máquina, como qualquer hospedagem.
  2. Servidor STUN público de terceiro. Para dois computadores atravessarem o roteador, cada um precisa descobrir o próprio endereço público. Quando o operador do servidor não configura um STUN/TURN próprio, o produto cai num servidor STUN público do Google (stun.l.google.com). Nesse caso, o endereço IP do seu computador é enviado a esse terceiro, fora do Brasil. Nenhum outro dado vai junto: o STUN devolve um endereço, não vê nome, conta, tela nem conteúdo. No serviço hospedado pela ACS isso é evitado configurando STUN/TURN próprio; quem hospeda o próprio servidor deve fazer o mesmo se quiser manter todo o tráfego dentro do seu perímetro.

Fora isso, dados só são entregues por ordem judicial ou pedido de autoridade competente, e apenas o que a ordem pedir.

8. Por quanto tempo guardamos

DadoPrazo
Registro de sessões (com IP)180 dias
Trilha de auditoria do painel365 dias
Conta, organização e máquinasEnquanto o contrato durar
Medição de usoJanela móvel de 30 dias
Arquivos na máquina do clienteSem prazo — quem apaga é o dono da máquina

Encerrado o contrato, a conta é desativada. Desativar corta o acesso sem apagar o histórico: os relatórios de quem acessou o quê precisam continuar apontando para um nome. A exclusão definitiva é feita quando pedida, do jeito descrito no item 9.

9. Seus direitos, e como exercê-los

Você pode pedir, sobre os seus dados:

Como pedir: escreva para alexandre@acstecnologia.tech. Respondemos em até 15 dias.

Uma limitação que preferimos dizer: hoje esses pedidos são atendidos manualmente pela nossa equipe. Não existe um botão de "apagar minha conta" nem de "exportar meus dados" dentro do produto. O direito vale igual; o caminho é o e-mail.

Dois limites que a lei reconhece e que aplicamos:

10. Segurança

Nenhum sistema é invulnerável. Se você identificar uma falha, escreva para alexandre@acstecnologia.tech.

11. Crianças e adolescentes

O ACS Remote é uma ferramenta de trabalho, vendida a empresas. Não é direcionado a menores de idade e não coletamos dados de crianças de propósito.

12. Encarregado pelo tratamento de dados

Alexandre Costa de Souza — alexandre@acstecnologia.tech. É o canal para dúvidas sobre este aviso e para os pedidos do item 9.

13. Mudanças neste aviso

Quando este aviso mudar, a data da versão no topo muda junto e a versão anterior fica disponível. Mudança que altere o que fazemos com os seus dados é avisada aos clientes antes de valer.